quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Transposição do rio Paraíba do Sul

Já que poucas pessoas sabem dessa possibilidade, logo abaixo disponibilizo um texto que publiquei recentemente:

Um recente decreto do governo de São Paulo determinou que fossem realizados estudos de viabilidade para a identificar possíveis rios que possam abastecer de água a capital, a baixada santista e a região de Campinas pelos próximos trinta anos. Uma das alternativas que está sendo estudada é a transposição do rio Paraíba do Sul, que nasce no Vale do Paraíba, região do interior de São Paulo, e cuja foz fica no estado do Rio de Janeiro. O fato é preocupante pelo rio já ser o responsável pelo fornecimento de água a mais de 80% dos habitantes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e a vários municípios do Vale. Além disso, vários ambientalistas e especialistas na área do meio ambiente são contrários à idéia. Entretanto, pouco se vê nas ruas ou na mídia debates sobre tão importante assunto.

Os veículos de comunicação, como formadores de opinião, têm o dever de informar a população sobre fatos importantes, como a possível transposição do rio. Mais do que isso, devem promover discussões relacionadas a esse assunto tão polêmico que afetam diretamente a vida de milhões de pessoas. Até agora, porém, nem a mídia local nem a nacional têm debatido o tema, com raras exceções. O que se pode perceber são debates sobre a transposição do rio São Francisco ou sobre a despoluição do Tietê. Sem negar a importância desses rios, é fato que mesmo fornecendo água para mais de 14 milhões de pessoas, o Paraíba do Sul nunca teve destaque nos veículos de comunicação.

Não é questão de bairrismo, e sim de consciência ambiental. O rio Paraíba do Sul é importante e a população que dele depende deveria ter, nas escolas e nos noticiários, mais informações sobre uma possível transposição de suas águas, ainda mais quando tal fato pode causar danos ambientais de consideráveis proporções.

Enfim, as pessoas tem o direito de saber com detalhes sobre projetos que podem afetar suas vidas. Sobretudo, devem lutar pela preservação do meio ambiente, cobrando das autoridades e do poder público um posicionamento firme para defender os recursos hídricos da região.

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